No dia 17 de setembro, celebra-se o Dia Mundial da Segurança do Paciente, uma data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar sobre a importância da segurança nas práticas de saúde. O tema é relevante para profissionais de saúde, gestores de clínicas e pacientes, já que envolve a prevenção de erros médicos e a melhoria dos processos de atendimento. No Brasil, essa discussão é ainda mais necessária devido à crescente complexidade do sistema de saúde e ao volume de pacientes atendidos em diferentes níveis de atenção.

O Que é a Segurança do Paciente?
A segurança do paciente refere-se à redução ao mínimo de riscos, erros e danos aos pacientes durante a prestação de cuidados de saúde. Isso abrange desde medidas simples, como higienização das mãos, até práticas mais complexas, como protocolos cirúrgicos e o uso seguro de medicamentos. Garantir a segurança do paciente envolve a implementação de estratégias e sistemas que visam proteger a saúde e o bem-estar do paciente durante todas as fases de seu tratamento.
De acordo com a OMS, eventos adversos decorrentes de cuidados de saúde inseguros são uma das 10 principais causas de morte e invalidez no mundo. A segurança do paciente é, portanto, um dos pilares para garantir um sistema de saúde eficiente e de qualidade.
A Importância do Dia Mundial da Segurança do Paciente
O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi criado em 2019 pela OMS como parte de uma campanha global para aumentar a conscientização sobre o tema. A cada ano, um tema específico é escolhido para destacar áreas críticas que precisam de mais atenção. Em 2023, o foco foi a “Segurança da Medicação”, e a importância da adesão a prescrições corretas e o manejo adequado de remédios para prevenir danos aos pacientes.
O principal objetivo desta data é incentivar a comunicação entre profissionais de saúde, gestores, pacientes e governos para criar uma cultura de segurança. Ao sensibilizar todos os envolvidos, é possível reduzir o impacto de erros médicos e melhorar a qualidade do atendimento.
Desafios da Segurança do Paciente no Brasil
No Brasil, apesar dos avanços, a segurança do paciente ainda enfrenta desafios significativos. A sobrecarga do sistema público de saúde, aliada à falta de recursos e treinamento contínuo dos profissionais, contribui para a ocorrência de eventos adversos. Além disso, muitos hospitais e clínicas não dispõem de um sistema integrado de gestão de qualidade que possa identificar falhas e atuar preventivamente.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revelam que os erros mais comuns em hospitais estão relacionados a medicação, infecção hospitalar e falhas em procedimentos cirúrgicos. Por isso, é crucial que os profissionais de saúde sigam protocolos rigorosos, realizem treinamentos regulares e adotem boas práticas para reduzir esses índices.
Além disso, o envolvimento do paciente é fundamental. Ele deve ser informado sobre seus direitos, suas condições de saúde e os tratamentos que está recebendo. Isso promove uma maior colaboração entre paciente e equipe médica, criando uma rede de segurança mais eficiente.
Ações de Segurança do Paciente em Clínicas e Hospitais
Para garantir a segurança do paciente, clínicas e hospitais devem adotar uma série de práticas padronizadas, que incluem:
- Higienização das Mãos: A correta higienização das mãos é uma das medidas mais simples e eficazes para prevenir infecções hospitalares. Profissionais de saúde devem seguir os protocolos de higienização antes e após cada procedimento.
- Identificação Correta do Paciente: Antes de qualquer procedimento, é essencial confirmar a identidade do paciente para evitar erros, como a administração de medicamentos ou realização de cirurgias em pessoas erradas.
- Comunicação Eficaz entre Profissionais de Saúde: A troca clara e precisa de informações entre a equipe de saúde é fundamental para evitar falhas no atendimento. Isso inclui a comunicação durante transferências de turno ou quando diferentes equipes estão envolvidas no tratamento de um mesmo paciente.
- Uso Seguro de Medicamentos: O armazenamento e a administração correta de medicamentos são cruciais. Isso inclui a checagem de dosagens, a verificação de interações medicamentosas e a revisão de prescrições.
- Prevenção de Quedas: A prevenção de quedas é particularmente importante para pacientes idosos ou debilitados. Medidas como a instalação de grades protetoras em leitos e a supervisão constante ajudam a reduzir esse risco.
- Cirurgias Seguras: O uso de listas de verificação cirúrgicas é recomendado para garantir que todos os passos importantes sejam seguidos antes, durante e após o procedimento. Isso ajuda a prevenir erros como a cirurgia no local errado ou a omissão de materiais cirúrgicos no corpo do paciente.
O Papel do Paciente na Sua Própria Segurança
Embora a responsabilidade pela segurança do paciente seja amplamente dos profissionais de saúde e das instituições, os pacientes também desempenham um papel fundamental. A OMS incentiva a participação ativa dos pacientes no processo de cuidado, e isso inclui fazer perguntas, compreender os tratamentos e relatar qualquer mudança em sua condição.
Os pacientes devem se sentir capacitados a questionar seus profissionais de saúde sobre os procedimentos que serão realizados, os medicamentos que serão administrados e qualquer aspecto de seu tratamento que cause dúvidas. A comunicação aberta entre médico e paciente é um dos fatores que mais contribuem para a prevenção de erros.

Criando uma Cultura de Segurança do Paciente
A criação de uma cultura de segurança do paciente exige o compromisso de todos os envolvidos no sistema de saúde, desde gestores e profissionais até os próprios pacientes. O Dia Mundial da Segurança do Paciente é uma oportunidade para reforçar a importância desse tema e promover a adoção de práticas que garantam a segurança e o bem-estar de todos os que utilizam os serviços de saúde.
Em clínicas como o Centro Clínico Vida&Saúde, estamos constantemente atualizados com as melhores práticas e diretrizes de segurança para garantir que nossos pacientes recebam o cuidado de que precisam, sem correr riscos desnecessários. Afinal, a saúde é o bem mais valioso, e garantir um atendimento seguro é a nossa prioridade.
Ao promover a segurança do paciente, todos ganham: os profissionais de saúde, os pacientes e o próprio sistema de saúde, que se torna mais eficiente e confiável.
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